De volta ao Palmeiras após período de empréstimo ao Junior Barranquilla, da Colômbia, o centroavante Miguel Borja pode dar um novo adeus ao Verdão nos próximos dias.

Conforme antecipado pelo ESPN.com.br, o Grêmio fez uma consulta ao Palmeiras para contar com Borja por empréstimo. Porém, apesar de topar a negociação, o Verdão exige algumas cláusulas para sacramentar o acordo.

De acordo com pessoas envolvidas nas conversas, o time alviverde impôs três condições para que a negociação avance. São elas:

1 – O Grêmio tem que desembolsar dinheiro pelo empréstimo

2 – Grêmio tem que topar a liberação imediata de Borja caso o Palmeiras receba uma proposta do exterior pelo centroavante

3 – O estafe de Borja tem que aceitar renovar o contrato do atacante com o Palmeiras pelo período do empréstimo ao Grêmio.

Porém, o ESPN.com.br apurou a razão pela qual o Palmeiras aceita fazer negócio por Borja mesmo com o atacante sequer ter sido testado por Abel Ferreira. A explicação obtida pela reportagem foi a parte financeira da equipe paulista.

Miguel Borja recebe um salário de U$S 100 mil ao mês, cerca de R$ 500 mil. Só que a diretoria do Palmeiras faz uma conta na folha salarial para um período de médio e longo prazo. No período de um ano, o salário de Borja chegaria a U$S 1,2 milhão, quase R$ 6,2 milhões.

O alto valor teria um impacto direto na política de austeridade financeira que o Palmeiras tenta implementar para a próxima temporada. O ESPN.com.br apurou nos últimos meses que o grande objetivo de Mauricio Galiotte, presidente do clube, é entregar o cargo com as contas em dia para o próximo presidente.

Além disso, nas últimas semanas, a folha salarial do Palmeiras recebeu alguns impactos, como o retorno de nomes como Deyverson e Dudu, além da contratação do lateral-esquerdo Jorge e também de Joaquín Piquerez, do Peñarol, que deve ser anunciado como novo reforço nos próximos dias.

A diretoria do Palmeiras deixa claro que vê Borja como um nome negocíavel e tenta recuperar ao menos parte do investimento realizado no centroavante ainda em 2017, quando foi contratado.

Recentemente, o ESPN.com.br informou que houve uma negociação positiva com o Boca Juniors, que aceitou pagar U$S 5 milhões ao Palmeiras por Borja, mas não houve acerto no pagamento do salário, considerado alto demais para os padrões atuais do futebol argentino.



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