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CEO da startup Meetz revela que recentemente também passou a ser procurado por empresas com times comerciais robustos para potencializar a geração de novos negócios (Imagem: Unsplash/Israel Andrade)

Gestores e vendedores do mundo corporativo sabem que encontrar o tomador de decisão de um negócio B2B (comércio entre empresas) é uma tarefa árdua e de difícil assertividade.

Conhecedores do problema crônico, os empreendedores Juliano Dias e Raphael Baltar decidiram em meio à pandemia utilizar a tecnologia para solucionar essa dor latente no mercado, transformando os desencontros em prospecções bem-sucedidas.

Eles criaram no ano passado a Meetz, uma startup que realiza o serviço de prospecção de ponta a ponta para as empresas, entregando reuniões agendadas em um curto espaço de tempo entre o time de vendas e os decisores das empresas-alvo.

Desde então, a companhia que oferece a prospecção como serviço tem vivenciado um crescimento exponencial.

Em 2020, faturou R$ 500 mil e neste ano o aumento é estimado em 700%, aproximadamente R$ 4 milhões.

Atualmente, mais de 100 organizações utilizam a sua solução, em países como Brasil, Uruguai e Portugal.

De acordo com o fundador e CEO da Meetz, Juliano Dias, o modelo de negócio da startup se diferencia no mercado por justamente terceirizar a primeira etapa de uma negociação para qualquer tipo de companhia B2B.

Nesse caso, a tecnologia é usada para encontrar e se relacionar com os gestores e decisores dessas empresas-alvo, de forma que eles se interessem em se reunir com o fornecedor.

“Muitas PMEs ainda não possuem um time de Sales Development Representative (SDR) para qualificar os leads e realizar as primeiras etapas de uma negociação. Além disso, o custo para a formação de um time capacitado é muito alto. Nossa solução cai como uma luva porque realiza a jornada completa de prospecção por um preço bem mais acessível em relação a montagem de uma equipe”, explica.

Diante do êxito com esse perfil de negócios, o empreendedor revela que recentemente também passou a ser procurado por empresas com times comerciais robustos para potencializar a geração de novos negócios.

“Isso vem ocorrendo porque hoje há uma grande concentração de funções entre os vendedores nas companhias. Muitos acabam deixando algo de lado, geralmente a prospecção. Para eles, é extremamente desgastante passar o dia no telefone e depois se dar conta que em muitos casos o esforço foi em vão, porque o decisor não apareceu na reunião virtual”, relata.

O modelo de negócio também atraiu a atenção do fundo Valutia Capital, fundado por Kiko Lumack – investidor com ampla experiência de atuação no mercado de venture capital.

O veículo, que já aportou em negócios como GymPass, Zenklub e idwall, desde março assumiu as características de um co-fundador, auxiliando em estrutura de backoffice e aproximação com possíveis parceiros estratégicos.

Em troca, ganharam a prioridade de liderar a primeira rodada de investimento no momento em que a startup considerar necessário iniciar o processo de captação no mercado.

“Além de ter a Meetz no seu portfólio de investimentos, a ideia da Valutia é ter uma solução que ajude outras investidas a se desenvolverem comercialmente. Vale salientar que desde o início da operação estamos em break even. Porém, pensamos em buscar uma captação quando precisarmos escalar com maior agilidade e também investir no aumento do time, hoje com 30 colaboradores”, informa o fundador e COO, Raphael Baltar.

‘Prospecção como serviço’

Meetz CEO Juliano Dias
“Houve um caso recente em que foi possível alcançar 500% de crescimento na geração de novas oportunidades de vendas”, revela o CEO Juliano Dias (Imagem: Divulgação/Meetz)

O processo realizado pela Meetz começa com o entendimento dos diferenciais do negócio e do perfil do comprador ideal que seus clientes querem atender, analisando fatores como segmento, porte, número de funcionários e faturamento.

A partir daí, a startup traz maior agilidade e praticidade na prospecção de novos negócios por meio de sua inteligência comercial, auxiliando seus clientes no aumento de volume de reuniões comerciais qualificadas e, consequentemente, no fechamento de novos negócios.

“Não utilizamos os canais tradicionais de marketing digital, como redes sociais ou Google, para encontrar os tomadores de decisão. Tudo é feito por meio de tecnologia, inteligência comercial, dados e uma técnica eficaz. Usamos tecnologia para desenhar onde estão essas empresas e quem são os decisores que podem comprar o produto ou serviço em questão”, detalha Dias.

A metodologia já era aplicada pelo empreendedor em seus negócios anteriores.

“Houve um caso recente em que foi possível alcançar 500% de crescimento na geração de novas oportunidades de vendas”, revela.

Na startup já há exemplos positivos dessa prospecção descomplicada. Uma empresa de tecnologia para o varejo que contratou o serviço viu sua agenda mensal passar de quatro reuniões, em média, para 17, nos primeiros 60 dias.

Por ser digital, a Meetz, que nasceu na cidade de Recife, não tem limite geográfico para atender clientes.

“A Meetz pode atuar em qualquer parte do mundo. Hoje, a maior parte dos nossos clientes estão em São Paulo, mas atendemos empresas de todo o Brasil e do mundo, por meio das nossas operações com times 100% remotos em cidades como Recife, Lisboa, São Paulo e Brasília”, finaliza Raphael Baltar.



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