Alisson Mendonça, fundador da FAARO (Foto: Divulgação)

Alisson Mendonça, fundador da FAARO (Foto: Divulgação)

Com experiência em bancos atendendo grandes empresas, Alisson Mendonça saiu do emprego para cuidar do patrimônio de uma pessoa com uma grande fortuna. “Além de ter empresas e propriedades, essa pessoa tinha uma coleção de carros clássicos, barcos e motocicletas. Eram mais de 800 itens e fui aprender como gerir”, afirma. Foi quando ele descobriu que não existia um sistema que ajudasse na gestão de grandes patrimônios.

O problema deu origem à FAARO, startup que atende famílias com grandes patrimônios que incluem carros, imóveis, jóias e obras de arte como quadros de Anita Malfatti e Di Cavalcanti. Para começar o negócio em 2020, Mendonça investiu R$ 500 mil do próprio bolso, mas já captou R$ 1 milhão de investidores. Atualmente, a empresa tem sob gestão um patrimônio superior a R$ 2 bilhões com 47 famílias e mais de 30 mil objetos catalogados. 

Uma das questões é que muitos colecionadores não têm controle de seu acervo e nem mesmo sabem qual é o valor justo para comercializá-los. “Não existe uma tabela FIPE de carros clássicos e obras de arte. Temos que procurar os maiores colecionadores e entender o preço do item no mercado nacional e internacional. Então, prestamos uma assessoria para vender no valor mais assertivo”, afirma. Muitas vezes, os clientes primeiro procuram a startup querendo auxílio para comprar um item específico e depois contratam o serviço de gestão do patrimônio.

Isso é feito por meio da plataforma da FAARO. “Geralmente, as famílias muito ricas possuem contas em vários bancos, e existem alguns sistemas hoje que centralizam as informações que estão em todos os bancos. Eu faço a mesma coisa, mas com ativos que o mercado não vê”, diz Alisson Mendonça. Por meio dela, é possível acessar a divisão total do patrimônio em porcentagens como, por exemplo, 20% corresponde aos carros e 10% de obras de artes.

O crescimento da startup veio especialmente por indicação. “Os primeiros usuários gostaram bastante e indicaram outras pessoas do mesmo meio que também precisavam dessa gestão”, diz Mendonça.

A startup quer se destacar pelas ações de impacto, organizando leilões beneficentes e ajudando museus sem fins lucrativos. A cada licença premium, o cliente paga um subsídio para que outros museus cataloguem seu acervo pela plataforma da FAARO. Na visão de Mendonça, catalogar um patrimônio cultural é uma forma de preservar história e cultura. “Quando o Museu Nacional pegou fogo, perdeu-se muitos itens e arquivos que não tinham catalogação em um ambiente seguro em nuvem.”

Em 2021, a empresa planeja conquistar mil novos usuários com 200 mil objetos catalogados e somar R$ 10 bilhões em ativos sob gestão. A startup tem atualmente 10 funcionários e espera chegar a 20 até o início de 2022.

Além disso, FAARO pretende expandir para outros países em seis meses, abrindo um escritório em Miami, nos Estados Unidos, e Londres, na Inglaterra. “Vemos que existe um fluxo grande de estrangeiros no nosso site, que ficam inseguros quando veem que é uma startup brasileira, então estamos com a internacionalização em andamento.”

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