Será que a Revolução Científica pode criar tecnologias que vão tornar o homo sapiens em seres imortais?

De acordo com o professor Harari, a resposta é sim.

Nesse episódio, debatemos a quarta e última parte do best-seller “Sapiens”, que aborda a Revolução Científica e um traz uma visão polêmica sobre o futuro da humanidade.

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O que você vai aprender nesse episódio

  • Por que os seres humanos querem ganhar o jogo contra a morte?
  • Ideia central na opinião dos apresentadores e convidados
  • O que é Ciência?
  • Como foi a origem da tecnologia?
  • Explicações sobre Racionalismo e Empirismo
  • O que foi a Revolução Científica e qual seu impacto?
  • O que foi a Revolução Industrial?
  • Por que o homo sapiens passou a buscar outras narrativas?
  • 3 diferenças da Revolução Científica em relação à outras tradições
  • Pontos similares entre a Revolução Científica e o empreendedorismo
  • Qual é a fórmula da felicidade?
  • Como funciona o reducionismo fisiológico?
  • Paradigma da expectativa X realidade
  • Os sapiens do futuro serão cyborgs?
  • Diferença entre imortal e amortal
  • Quais serão os problemas do futuro que os empreendedores terão que resolver?
  • Para quem é esse livro?
  • O que marcou na opinião dos apresentadores e convidados?
  • Frases do livro para se colocar em um outdoor
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Para quem é esse livro?

Essa última parte do livro é um material excelente para quem quer entender mais sobre a relação entre ciência, política e economia, e também ter ideias sobre o futuro da raça humana.

Também é uma ótima opção para quem quer entender o que de fato nos torna pessoas felizes e se vale a pena correr atrás da tal felicidade.

5 ESTALOS do livro

Selecionamos 5 ideias do best-seller “Sapiens” que você vai escutar nesse episódio:

#1 ideia central

Não existe avanço científico sem algum tipo de interesse político ou econômico por trás.

Se as instituições políticas e econômicas quiserem aumentar ainda mais seus poderes, a imortalidade do homo sapiens vai acontecer, só não se sabe o porquê.

Qual é o sentido de desenvolver agricultura, escrita, moedas, países e leis se isso não tornou os seres humanos mais felizes?

Para satisfazer otimistas e pessimistas, podemos concluir dizendo que estamos no limiar do céu e do inferno, movendo-nos nervosamente dos portões de um para a antessala do outro.

A história ainda não se decidiu sobre nosso destino, e uma série de coincidências ainda pode nos colocar em uma ou outra direção.

#2 A revolução da ignorância

A ciência moderna difere de todas as outras tradições de conhecimento anteriores em três aspectos cruciais:

1 – A disposição para admitir ignorância e assumir que não sabemos tudo. Nenhum conceito, ideia ou teoria é sagrado e inquestionável.

2 – Tendo admitido a ignorância, a ciência moderna obtêm novos conhecimentos reunindo observações. Então, com a ajuda de dados, relaciona essas observações em teorias abrangentes.

3 – A aquisição de novas capacidades. A ciência moderna não se contenta em criar teorias. Usa essas teorias para adquirir novas capacidades e, em particular, para desenvolver novas tecnologias.

Ou seja, a disposição para admitir ignorância levou à aquisição de novas capacidades.

A Revolução Científica não foi uma revolução do conhecimento.

Foi, acima de tudo, uma revolução da ignorância.

Em 1873, Júlio Verne escreveu um livro sobre um aventureiro britânico, que deu a volta ao mundo em oitenta dias. Hoje, qualquer pessoa de classe média pode fazer a mesma coisa de maneira mais fácil, mais rápida e mais segura — em apenas 48 horas.

#3 O avanço científico não traz felicidade

Considerando que os humanos geralmente usam suas capacidades para conter sofrimentos, seria óbvio afirmar que nos tornamos mais felizes com o tempo.

Mas não é bem por aí.

Conforme vimos em partes anteriores do livro, novas aptidões, comportamentos e habilidades não necessariamente contribuem para uma vida melhor.

Os camponeses, por exemplo, embora mais evoluídos do que os caçadores-coletores tinham que trabalhar muito mais para obter alimentos menos nutritivos e estavam mais expostos a doenças e enfermidades.

E piora.

O progresso que aparentemente aumentou com os impérios esteve longe de ser uma boa notícia para africanos, índios, e aborígenes.

Considerando esse comprovado mau uso do poder, seria um tanto quanto equivocado afirmar que revoluções científicas garantem mais felicidade.

#4 A ciência é marionete das narrativas políticas

Quase todo avanço científico / tecnológico na verdade é uma marionete nas mãos das narrativas políticas e econômicas.

“A ciência não é algo que acontece em algum plano moral ou espiritual superior, acima do restante das atividades humanas. Como todas as outras partes da nossa cultura, é definida por interesses econômicos, políticos e religiosos”, diz Harari.

Para progredir, fazer pesquisas e encontrar novas soluções, a ciência precisa de dinheiro.

As instituições políticas e econômicas fornecem os recursos sem os quais a pesquisa científica é quase impossível.

Em troca, a pesquisa científica fornece novas capacidades que são usadas, entre outras coisas, para obter novos recursos, alguns dos quais são reinvestidos em pesquisa.

Isso acaba criando um ciclo: recursos > pesquisa > poder

“Ao longo dos últimos 500 anos, a ciência moderna alcançou maravilhas graças, em grande parte, à disposição de governos, negócios, fundações e doadores privados para destinar bilhões de dólares à pesquisa científica”.

“Galileu Galilei, Cristóvão Colombo e Charles Darwin. Se esses gênios em particular nunca tivessem nascido, provavelmente outros teriam tido as mesmas ideias que eles. Mas se o financiamento adequado não estivesse disponível, nenhum brilhantismo intelectual poderia compensar isso”.

Raramente são os cientistas que determinam a agenda científica.

A ciência é incapaz de estabelecer suas próprias prioridades. Também é incapaz de determinar o que fazer com suas descobertas.

#5 Felicidade = realidade – expectativa

A descoberta mais importante de todas é que a felicidade não depende de condições objetivas de riqueza, saúde ou mesmo comunidade.

Em vez disso, depende da correlação entre condições objetivas e expectativas subjetivas.

Se você quer uma carroça e consegue uma carroça, fica contente.

Se você quer uma Ferrari zero e só consegue um Fiat usado, sente que algo lhe foi negado.

É por isso que ganhar na loteria tem, com o tempo, o mesmo impacto sobre a felicidade das pessoas que um acidente de carro debilitante.

Quando as coisas melhoram, as expectativas inflam, e consequentemente até mesmo melhorias drásticas nas condições objetivas podem nos deixar insatisfeitos.

Quando as coisas se deterioram, as expectativas diminuem, e consequentemente até mesmo com uma doença grave a pessoa pode ser tão feliz quanto era antes.

Seria o segredo da felicidade ter baixas expectativas?

Frases do livro para colocar em um outdoor

“A felicidade não depende de condições objetivas de riqueza, saúde ou mesmo comunidade. Em vez disso, depende da correlação entre condições objetivas e expectativas subjetivas”

“Estamos no limiar do céu e do inferno, movendo-nos nervosamente dos portões de um para a antessala do outro”

“Para entender a mente humana e a cura de suas doenças, primeiro é preciso estudar estatística”

Desafio para o ouvinte

Chegou a sua hora!

Nas últimas páginas do livro, Yuval Noah Harari afirma que estamos próximos de conhecer o primeiro ser humano imortal.

Se você, ouvinte, soubesse que iria viver pra sempre, o que mudaria na sua vida imediatamente?

E viver pra sempre nas condições que está hoje, seria uma benção ou uma maldição?

Pensa aí e conta pra gente aqui nos comentários!

Quem é Yuval Noah Harari?

Yuval Noah Harari é historiador, filósofo e professor de História na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Além de “Sapiens“, Harari também é autor dos best-sellers “Homo Deus” e “21 Lições Para o Século XXI“.

Esse podcast substitui a leitura do livro Sapiens?

Não queremos que você deixe a leitura do livro de lado.

Além de escutar este podcast com o resumo, recomendamos que você leia o best-seller Sapiens na íntegra.

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