Aquilo que você começa a justificar não é o que vai resolver os seus problemas.

O ciclo da vitimização ocorre quando indivíduos ou grupos passam a culpar elementos externos pelos seus desafios e atual situação.

Esse cenário leva a baixa performance da equipe e pouca entrega de resultados, o que é ruim para todos.

O livro “O Princípio de OZ” traz uma correlação com os personagens do clássico “Mágico de OZ” apresentando um método de treinamento de alta performance que ajuda as equipes a desenvolverem uma habilidade chamada accountability

Ouça o resumo completo no player acima ou no assista ao vídeo abaixo e tenha bons aprendizados!

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Sobre o livro “O Princípio de OZ”

O livro “O Princípio de OZ” foi publicado em 2010.

Os autores são os especialistas em gestão empresarial, Roger Connors, Tom Smith e Craig Hickman.

O princípio descrito nesse livro vem do filme “O mágico de Oz” e de acordo com os autores a jornada de Dorothy e seus amigos, trás uma metáfora poderosa para ajudar empresas e indivíduos a entender o conceito da palavra em inglês “accountability”.

Ideia central

A mensagem central deste livro é:

Accountability é você ser o protagonista da sua vida, e não aquela pessoa que fica sempre se vitimizando com os problemas e desafios que surgem pelo caminho.

Se você quer que as coisas aconteçam, não adianta ficar somente olhando para o retrovisor.

É preciso seguir em frente, sempre.

Isso só acontece quando somos realmente responsáveis por tudo.

Sim, tudo!

Não procure por um mágico

Não procure por um mágico para resolver os seus problemas.

Você é o mágico.

Uma empresa, uma nação ou um grupo de pessoas que celebram gratificação instantânea sem entrega de valor em troca, na forma de auxílio, suporte, bônus ou caridade, permanece escrava do ciclo da vitimização.

“Accountabilitiy” significa sair desse ciclo e se sentir responsável e dono por todas as circunstâncias ao seu redor.

O que acontece na sua vida, ou na jornada da sua empresa, não tem tanta importância quanto a forma como você ou qualquer grupo de indivíduos decide se comportar diante do que aconteceu.

Isso mesmo!

O seu comportamento pode ser uma escolha sua e, de acordo com o princípio de Oz, temos 2 opções:

Comportamentos abaixo da linha e comportamentos acima da linha.

Os comportamentos abaixo da linha parecem mais cômodos e seguros, mas eles contribuem para o ciclo da vitimização e a cultura da mediocridade.

São eles : 

  • Omissões e não cumprimento de combinações prévias;
  • Ansiedade para encontrar algum culpado externo;
  • Muito tempo gasto com rodeios ou desculpas esfarrapadas;
  • Negação da realidade;
  • Dramatização exagerada de acontecimentos;
  • Super valorização de narrativas do fracasso e pouca atitude de foco no resultado.

O poder transformador da “Accountability” começa a surgir quando a cultura das organizações incentiva os comportamentos acima da linha. 

Que sao:

  • Responsabilização;
  • Definição clara de resultados esperados e foco para atingir;
  • Definição clara de procedimentos para a operação do negócio;
  • Busca por detalhes e informações para uma análise sincera de cenários complexos.

O ciclo da vitimização

Todos os seres humanos podem passar sem perceber para baixo da linha.

Então, se você conhecer os estágios do ciclo da vitimização, vai poder identificar com mais facilidade e reverter seus comportamentos em direção à parte superior à linha.

Estágio 1: Negação

Fingir que o problema não existe ou que ele não está lhe afetando.

Estágio 2: Esse não é o meu trabalho

Não tenho nada haver com esse problema, pois não é minha responsabilidade.

Culturas organizacionais rígidas têm cada vez menos chances de sucesso em um mundo adaptável e dinâmico que está se moldando.

Estágio 3: Apontar dedos

Culpar outros departamentos por se omitirem e não executarem o que deveriam

Estágio 4 : Confusão

Não saber o que fazer e utilizar dúvidas como desculpa para se omitir e não fazer absolutamente nada.

Estágio 5: Tirar o seu da reta

Pessoas elaboram histórias para explicar que não são culpadas.

Juntam provas, documentos, tiram prints de mensagens, enviam email para construir álibis e parecer que fizeram as suas partes.

Na maioria das vezes, esse estágio consome muitos recursos que poderiam estar sendo empregados para a obtenção de resultados.

Estágio 6: Esperar para ver

Aqui novamente a omissão vai aumentar os prejuízos e diminuir as entregas de resultados.

Essa é a explicação mais clara da conexão da cultura de vítima com organizações medíocres.

As vítimas não utilizam suas energias ou recursos para obtenção de resultados, enquanto isso são superadas por concorrentes que operam acima da linha.

Dica sobre “accountability”

Um grande erro é pensar que ACCOUNTABILITY é um comportamento que tem que acontecer somente quando algo dá errado e é preciso encontrar um culpado.

É esse tipo de experiência que acaba gerando resistência quando se toca no assunto. 

Lembre-se da definição de accountability segundo o livro “O Princípio de OZ”:

“Uma escolha pessoal de se elevar por conta própria, acima das circunstâncias, seja elas qual forem e demonstar a responsabilização necessária para atingir os resultados combinados”

Atingir accountability em grupo é extremamente difícil mas os resultados são um sucesso exponencial acima da curva.

É necessário o incentivo de uma cultura acima da linha. 

Estes são alguns sinais de que a sua organização está incentivando accountability: 

  • 1- O feedback é estimulado e aberto;
  • 2- Não é aceitável esconder a verdade;
  • 3- As pessoas sentem-se confortáveis ao descrever a realidade sem julgamentos;
  • 4- As pessoas sempre se comprometem 100% com as combinações que fazem;
  • 5- As pessoas são donas das circunstâncias e dos resultados;
  • 6- As pessoas conseguem reconhecer quando estão caindo para baixo da linha e conseguem subir rapidamente;
  • 7- As tarefas são executadas e as entregas de resultados acontecem;
  • 8- Há uma frequência maior da pergunta “Como podemos”, ao invés da afirmação “isso não é possível”.

Como operar acima da linha?

Na história do mágico de OZ, haviam 3 personagens com características importantes : 

  • O Leão, que não tinha coragem para perceber;
  • O homem de lata, que não tinha coração para se apropriar;
  • O espantalho, que não tinha cérebro para resolver problemas;
  • E a Dorothy, que tinha os sapatinhos mágicos, mas não sabia que poderia utilizá-los para resolver seus problemas a qualquer momento.

Os passos práticos para operar acima da linha e promover o accountability em você mesmo como indivíduo e também em uma organização são :

1- Perceba

Observe os sinais do ciclo da vitimização e feedbacks de outros para entender se você está agindo sem perceber a realidade.

É preciso a coragem que faltava ao leão para partir em busca de feedback e para de apenas esconder o que acontece de errado.

Responda às seguintes perguntas :

  • O que eu estou escolhendo não perceber?
  • Qual a nova perspectiva que posso analisar?
  • Como posso reduzir as chances de agir assim no futuro?

2- Apropie-se

Nossa tendência é assumir o crédito quando as coisas estão indo bem e distanciar-se quando não vão bem.

Assumir que você é líder de alguma forma requer coragem pois a exposição é grande, mas os reais resultados na sua vida só serão possíveis se você se apropriar deles. 

Responda a seguinte perguntas para saber se não está agindo como um homem, ou mulher de lata, sem coração:

  • Estou deixando algum problema acontecer sendo que tenho capacidade de solucionar? Ou pelo menos tentar ajudar?
  • O que eu posso fazer para me apropriar publicamente do problema?

3- Resolva

O conhecimento e criatividade para solucionar problemas não é restrito a gênios ou pessoas muito inteligentes.

O maior obstáculo é a falta de atitude para iniciar o processo.

Aqui vão algumas dicas para não agir como o espantalho e utilizar conhecimento para resolver problemas :

  • Mantenha-se engajado e comunicativo com sua equipe;
  • Seja persistente, não desista facilmente;
  • Pense diferente, não tenha receio disso;
  • Conecte ideias aparentemente separadas;
  • Tome a iniciativa;
  • Esteja presente e imerso naquilo que está acontecendo.

4- Execute

A diferença entre resolver e fazer é o que separa as boas empresas das medíocres.

Assim como na história do mágico de oz, a Dorothy tinha coragem, conhecimento e coração, e também os sapatinhos mágicos.

Mas ela não sabia que podia agir.

Pergunte-se:

  • Quais as ações que eu tenho coragem, coração e conhecimento para executar?
  • Qual o próximo passo que posso dar agora mesmo para executar?

Para quem é esse livro?

O livro “O Princípio de OZ” é para quem quer fazer as coisas acontecerem no dia a dia, tanto na vida profissional como pessoal.

É para as pessoas que querem, de fato, trilhar caminhos melhores e mais responsáveis para alcançar seus resultados.

Esse resumo substitui a leitura do livro “O Princípio de OZ”

Não queremos que você deixe a leitura do livro de lado.

Além de escutar este podcast com o resumo do livro, recomendamos que você leia a obra “O Princípio do OZ” na íntegra.

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