Completam a gestão da startup o CEO é Thiago Iacopini, ex-diretor de TI da DataEX, uma empresa especializada em banco de dados, com passagens pelas áreas técnicas da Raizen, Danone e Sul América e o CFO Jose Vasconcelos, ex-controller da Ascenty.

Essa é a segunda compra de uma empresa do tipo pela Logicalis. Em 2017, a companhia levou 51% da participação acionária da NubeliU, empresa especializada em projetos de computação em nuvem baseados em OpenStack criada por dois ex-colaboradores do Mercado Livre. 

A tecnologia das startups adquiridas ajuda a administrar o ecossistema da Logicalis, que inclui os grandes provedores de nuvem pública (como Microsoft, AWS e Google), bem como privada (como a Equinix), junto com  ferramentas especializadas, como VMware e RedHat.

Muitas empresas grandes também tem optado por comprar esse tipo de companhia, visando dar um gás no seu business de nuvem.

Em outubro de 2019, a Claro comprou 40% da Ustore, uma startup pernambucana com forte presença no campo de soluções para infraestrutura na nuvem,  a base tecnológica dos chamados ambientes multicloud.

Em 2016, a UOLDiveo adquiriu a Dualtec e foi uma das primeiras empresas no Brasil a se posicionar como uma “cloud broker” e uma referência em OpenStack.

A Tivit fez um movimento igual meses depois, comprando a startup mineira One Cloud. Em 2018, foi a vez da Locaweb adquirir a sua startup de multicloud, com a compra da Cluster2Go.

A Logicalis entrou forte no Brasil em 2008, com aquisição de uma participação majoritária na Promon Tecnologia, já na época uma empresa importante, com um faturamento de US$ 140 milhões em 2007. A Promon era a maior parceira Cisco no país.

Com operações nos cinco continentes e faturamento anual da ordem de US$ 1,5 bilhão, hoje a multinacional tem uma presença importante na América Latina, onde conta com uma equipe de 2,9 mil pessoas em 11 países.



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