Mesclar a expertise em tecnologia e impacto social e a paixão pelo mundo dos games foi o que motivou o casal Maria Oliveira e Rodrigo Tamellini a fundar a startup GamerSafer. Criada em 2019, a empresa oferece uma solução de cibersegurança que usa identidade digital a fim de proteger os jogadores de problemas como criação de contas falsas, fraudes e assédio. Na pandemia, fechou negócio com a empresa por trás do fenômeno Minecraft, um dos jogos mais acessados do planeta. Agora, prepara-se para expandir com o anúncio de uma rodada de investimento de R$ 3,2 milhões.

Maria Oliveira e Rodrigo Tamellini, fundadores da GamerSafer  (Foto: Divulgação)

Maria Oliveira e Rodrigo Tamellini, fundadores da GamerSafer (Foto: Divulgação)

O aporte compartilhado com exclusividade a PEGN reuniu a Indicator Capital, gestora brasileira de venture capital, e a Wayra Brasil, hub de inovação aberta da Vivo; além da TheVentureCity; Harvard Angels; GV Angels e Kerpen Ventures. Com o dinheiro a empresa quer aumentar o número de talentos por trás da solução tecnológica, que hoje já conta com programadores do Brasil, Estados Unidos, Europa e Ásia. Também ampliará o time de marketing e vendas, que focará seus esforços no fechamento de contrato com novas produtoras de jogos e campeonatos de eSports.

Tamellini conta que tudo começou há sete anos, quando ele e Oliveira se mudaram para o Vale do Silício, nos Estados Unidos. Ele, que trabalhava no time de tecnologia da Intel, foi chamado para integrar o braço da empresa voltada para o mercado de games. Lá, deparou-se com um nicho em crescimento e prestes a enfrentar uma série de desafios tecnológicos. Em paralelo, Maria Oliveira empreendia com negócios focados em impacto social e sustentabilidade. Os dois compartilhavam a paixão pelo mundo dos games.

Depois de Tamellini se aprofundar em pesquisas sobre o tema para o trabalho e Oliveira mergulhar nos constantes casos de assédio, sexismo, racismo, discurso de ódio, roubo de identidade,fraudes e outras situações no ambiente dos jogos, eles decidiram tomar uma atitude. Em 2019, deixaram seus empregos para empreender com a GamerSafer.

Usando inteligência artificial e visão computacional, a empresa faz a verificação e a autenticação dos jogadores. Por exemplo, basta uma “selfie” para que o sistema garanta que aquele usuário realmente é dono de determinada conta. “Garantimos a anonimidade do jogador dentro da plataforma, mas criamos maneiras de responsabilizá-lo por seus comportamentos tóxicos”, diz Tamellini.

Atualmente, há centenas de milhares de jogadores de Minecraft usando a plataforma. A startup opera como um SaaS (software as a service) que é contratado pelas produtoras e desenvolvedoras de games. “Não queremos que o jogador pague por isso. Faz parte do nosso objetivo de impacto não cobrar o usuário final”, diz Oliveira. Com o dinheiro, a empresa visa a expansão. O aporte deve ajudar a empresa a levar a solução para milhões de jogadores no médio prazo.

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