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Michel Chung, 35 anos, cresceu dentro da confecção de seus pais em São Paulo. A empresa produzia roupas para gestantes e, segundo Chung, chamava atenção de muitas mulheres plus size que não encontravam peças em lojas convencionais. “As clientes saíam de lá frustradas porque o negócio era de venda exclusiva a revendedores. Elas sempre insistiam dizendo que não encontravam peças facilmente em outros lugares”, afirma.

O problema fez com que ele idealizasse a Almaria, marketplace que reúne diversas lojas de moda plus size. Com 40 marcas em seu catálogo, a startup faturou R$ 2,2 milhões em 2020. Segundo o empreendedor, o diferencial é que os produtos não apenas vão para o próprio site, mas também para outros e-commerces, como Dafiti, C&A, Netshoes e Amazon.

Michel Chung, fundador da Almaria (Foto: Divulgação)

Antes de fundar o seu próprio negócio, Chung adquiriu experiência trabalhando com os pais, a partir de 2009, e viu como a digitalização estava mudando a forma de consumir. “As marcas começaram a perceber que não precisavam vir até São Paulo. Foi quando notamos que a competição não era mais com o bairro, mas com confecções espalhadas pelo Brasil”, diz o empreendedor, que liderou a transformação digital na empresa da família.

Chung percebeu que a solução poderia ser aplicada a outros negócios. Em 2018, ele desenvolveu um modelo para outras confecções e viu que seria mais fácil utilizar uma única plataforma. Foi quando decidiu criar a Almaria, focada no mercado plus size. “Ouvi muitas consumidoras dizendo que não encontravam roupas legais plus size. Ao mesmo tempo, as confecções reclamavam de não achar os clientes. Percebi que existia uma ineficiência no mercado e que existia espaço no digital para variedade de tamanhos”, afirma Chung.

Com a plataforma pronta, o desafio foi convencer marcas a investir em digitalização. “Fiz um levantamento de todas as confecções plus size nos bairros do Bom Retiro e no Brás, em São Paulo, e fui batendo de porta em porta, pedindo para conversar com o dono e explicar como funcionava o negócio”, afirma o empreendedor. Segundo Chung, muitos empresários negaram, mas, quando chegou a pandemia do novo coronavírus, voltaram atrás. Antes de março de 2020, eram cerca de dez empresas — agora já são 40. 

As confecções não precisam pagar para se cadastrar, mas arcam com uma comissão por produto vendido. Agora, a Almaria está desenvolvendo um produto para automatizar o trabalho das confecções, facilitando o processo de cadastramento de peças para atriar mais fornecedores. O plano é chegar a cem marcas até o final do ano.

O objetivo, segundo Chung, é ser líder em plus size e, a partir do ano que vem, investir em outros tipos de produtos, como acessórios, itens de beleza e objetos de decoração. Para isso, a startup está de olho em levantar capital via rodada de investimento. “Queremos crescer rápido e estamos correndo para ter mil marcas conectadas até o final do ano que vem”, conclui.

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Fonte da notícia : https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Moda/noticia/2021/09/empreendedor-cria-marketplace-focado-em-moda-plus-size-que-fatura-r-22-milhoes.html

Data da publicação : 2021-09-10 06:00:00

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