A vida tem um sentido potencial sob quaisquer circunstâncias, mesmo as mais miseráveis.

No best-seller “Em Busca de Sentido“, o professor e neuropsiquiatra Viktor Frankl conta como ele conseguiu sobreviver e dar a volta por cima depois de passar 3 anos em campos de concentração nazistas durante a II Guerra Mundial.

Se você ainda não encontrou o seu “porquê”, o seu propósito na vida, esse é um dos livros que mais vão lhe ajudar com isso.

Ouça o resumo completo do livro no player acima e tenha bons aprendizados!

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Em busca de sentido…

Imagine a seguinte situação:

Um trem lotado com 1500 pessoas já na estrada há alguns dias e noites. Em cada vagão, 80 pessoas apertadas uma na outra. As mochilas (que eram os últimos pertences materiais daquelas pessoas), todas amontoadas.

Não dava nem pra ver a janela direito, apenas um pedacinho.

Todos no trem achavam que estavam indo para uma fábrica de armamentos, onde seriam usados para trabalhos forçados.

De repente, toca o apito do trem.

Na placa da estação que eles estavam chegando, estava escrito: Auschwitz.

Todos ali sabiam o que isso significava: câmera de gás, crematórios e execuções em massa.

Traduzindo, morte.

Assim que eles desceram, veio a chamada primeira seleção, que funcionava da seguinte maneira:

Depois de fazer todos os prisioneiros no trem deixarem suas bagagens no vagão (e nunca mais eles veriam elas), um oficial nazista olhava e analisava friamente cada um dos prisioneiros.

Se ele apontasse para direita, o homem iria ser usado como mão de obra escrava em trabalhos forçados. Se o oficial apontasse para a esquerda, iria para a câmera de gás.

O oficial apontou a direita para Viktor Frankl.

Depois vieram muitos outros momentos, como raspar não só a cabeça, mas todos os pelos do corpo. Todas as roupas eram tiradas, sendo que o frio era absurdo.

De fato, tiravam tudo deles.

Como o próprio autor diz no livro: “Não tínhamos nada, a não ser nossa existência nua e crua”.

Com o passar dos dias, depois de passar por esse estágio de choque, vem a apatia, que é o segundo estágio, onde a pessoa, aos poucos, vai morrendo por dentro.

A única coisa que resta é sobreviver.

  • Noites sem dormir (dormiam de lado pra caber);
  • Fome (um pedaço de pão e uma sopa por dia, comiam cadarços dos sapatos);
  • Frio (pés congelados, trabalhavam de madrugada no congelante inverno de Auschwitz);
  • Desumanização (todos os pelos depilados, inclusive cabelos e sobrancelhas);
  • Usar a mesma camisa por mais de um ano até ela se tornar apenas um farrapo;
  • Nenhum pesadelo podia ser pior do que acordar.

Você iria conseguir sobreviver a uma situação assim?

O curioso é que Viktor Frankl diz no livro que ele começou a perceber que alguns prisioneiros ali agiam de maneira diferente de outros.

Quer descobrir quais diferenças eram essas e qual foi o resultado disso? Continue lendo esse overview ou escute o resumo completo!

Os 3 caminhos para o propósito

De acordo com o autor, as pessoas que saíam vivas dos campos de concentração tinham algo em comum: um propósito, um sentido, uma razão maior do que eles para continuarem vivos.

Viktor Frankl identificou que esse sentido da vida sempre se modifica, mas jamais deixa de existir.

De acordo com a logoterapia — criada pelo próprio autor e considerada a terceira escola vienense de psicoterapia — podemos descobrir esse sentido na vida de 3 diferentes formas:

1- Criando um trabalho ou praticando um ato

Seu trabalho não precisa servir só para lhe sustentar financeiramente.

Pessoas que encontram propósito ou algo maior do que elas mesmas em suas profissões tendem a ter uma vida com sentido.

Por exemplo, um médico cujo sentido realmente é salvar a vida das pessoas, e não somente ter uma boa carreira e dinheiro no bolso.

2- Experimentando algo ou encontrando alguém

A segunda maneira de encontrar um sentido na vida é experimentando algo, como a bondade, a verdade, a natureza, a cultura ou até mesmo experimentando outro ser humano em sua originalidade única.

Ou seja, amando outra pessoa.

3- Atitude em relação ao sofrimento inevitável

Não devemos esquecer nunca que também podemos encontrar sentido na vida quando nos confrontamos com uma situação sem esperança, quando enfrentamos uma fatalidade que não pode ser alterada.

A ideia é converter o sofrimento numa conquista.

De acordo com o autor, sofrimento deixa de ser sofrimento no instante em que encontra um sentido.

O que nos faz sofrer ainda estará lá. O que muda é nossa atitude diante da situação.

Sentido da vida X Sentido da SUA vida

Ao invés de esperar sentado o sentido da vida, descubra o sentido da SUA vida.

Pare de de perguntar para o universo o sentido da vida. É o universo que te pergunta qual é o sentido da sua vida.

E aí, sabe dizer pra gente?

Perguntar isso para o universo é como se não tivéssemos responsabilidade, como se houvesse uma receita de bolo, como se nossa missão fosse se realizar automaticamente.

Pare agora com essa transferência de responsabilidade.

O mundo já te colocou em campo. Agora é com você!

Tensão interior X Equilíbrio interior

Viktor Frankl diz que a busca por sentido pode causar tensão interior, em vez de equilíbrio interior.

Mas, de acordo com o autor, essa tensão é um pré-requisito indispensável para a saúde mental.

Ele mesmo se considera ousado em dizer que nada no mundo contribui de forma tão efetiva para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida tem um sentido.

A saúde mental está baseada em um certo grau de tensão.

Tensão entre aquilo que já foi alcançado e aquilo que ainda deve ser alcançado.

O que o ser humano precisa não é um estado livre de tensões, de desafios, mas sim a busca e a luta por um objetivo que realmente vai valer a pena, algo que a pessoa escolha livremente, sem ninguém ficar impondo.

Nos campos de concentração, aqueles que sabiam que havia uma tarefa esperando por eles, algo ser concretizado, tinham maiores chances de sobreviver.

No caso do autor, foi um manuscrito científico que ele tinha no bolso e logo foi confiscado pelos soldados.

E você… qual é a tarefa ou o projeto que tá esperando ser realizado por você?

Tempo livre pode causar vazio existencial

O vazio existencial se manifesta principalmente em um estado de tédio.

Viktor Frankl analisou que entre os seus alunos europeus, 25% demonstravam ou grau mais ou menos acentuado de vazio existencial.

Entre os seus alunos norte-americanos, esse número era de 60%.

Não são poucos os casos de suicídio que podem ser atribuídos a esse vazio existencial.

Depressão, agressão e vícios não podem ser entendidos se não reconhecermos o vazio existencial subjacente a eles. O mesmo também é válido para crises de aposentados e idosos.

O autor diz no livro que o vazio existencial se manifesta principalmente em um estado de tédio.

Esses problemas estão se tornando cada vez mais sérios, uma vez que a tecnologia tem nos ajudado a automatizar muitas tarefas, e isso, de acordo com o autor, tem feito a gente ter mais tempo livre.

O segredo é saber como usar esse tempo livre.

Frases do livro para colocar em uma camiseta

“Aquele tem um PORQUÊ para viver, pode suportar quase qualquer COMO”

“O homem pode se adaptar a qualquer situação. Como? Passando por ela”

“A vida tem um sentido potencial sob quaisquer circunstâncias, mesmo as mais miseráveis”

Quem é Viktor E. Frankl?

O livro “Em Busca de Sentido” foi publicado em 1984.

O autor é Viktor Frankl. que foi professor, neuropsiquiatra e fundador da terceira escola vienense de psicoterapia, mais conhecida como Logoterapia.

Viktor passou 3 anos em situações deploráveis nos campos de concentração nazistas durante a II Guerra Mundial, e revela nesse livro como ele conseguiu superar tudo isso.

Nesse vídeo, você pode ver o próprio autor falando um pouco sobre encontrar sentido em tempos difíceis:

Esse resumo substitui a leitura do livro Em Busca de Sentido?

Não queremos que você deixe a leitura do livro de lado.

Além de escutar este podcast com o resumo do livro, recomendamos que você leia o best-seller “Em Busca de Sentido” na íntegra.

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