Jocko Willink, SEAL aposentado da Marinha e autor do livro “Responsabilidade Extrema” publicou em suas redes um vídeo sobre accountability que viralizou.

Segundo o autor, é uma sugestão de como o atual presidente Joe Biden deveria ter agido diante da atual crise no Afeganistão.

O que ele fala no vídeo é uma lição de liderança, accountability e responsabilização, que deve ser estudado por líderes que precisam desempenhar em cenários difíceis e complexos.

“Se eu fosse presidente e tivesse colocado nosso país na situação atual no Afeganistão, diria à América, nossos aliados, nossos inimigos e ao mundo algo assim”…

CONFIRA A VERSÃO EM PORTUGUÊS DO DISCURSO DE JOCKO WILLINK:

Note que a maior parte do tempo é dedicada a explicar o plano de ação e reforçar a determinação em consertar a situação atual.

Esse estilo de liderança não se perde tempo com justificativas e vitimização

O que Jock Willink disse no vídeo?

“Boa noite,

Quero lhes dar um update sobre a situação atual, no Afeganistão.

Como vocês sabes, tudo estava certo para deixarmos o Afeganistão este mês, e no momento em que iniciamos as últimas retiradas, eu cometi erros críticos.

Eu superestimei a força das forças aliadas afegãs, e subestimei a força do Taleban.

Isso foi minha culpa.

E, por causa do meu erro, O Taleban assumiu o controle do Afeganistão.

Relatórios confirmam que eles já estão reunindo mais forças.

Infelizmente, existem dezenas de milhares de americanos que ainda estão no território.

Estas pessoas, americanos e aliados, estão todos presos lá.

E isso é minha culpa.

Mas eles não ficarão presos por muito tempo.

Nas próximas 48 horas, os EUA irão controlar os maiores aeroportos do Afeganistão.

Qualquer resistência que encontrarmos na operação de retomada do controle dos maiores aeroportos será esmagada, sem piedade.

A partir destes aeroportos, iremos conduzir missões rápidas e cirúrgicas para resgatar e evacuar todos os americanos, aliados e amigos.

Qualquer pessoa que interferir com estas operações, será morta.

Nós também iremos recuperar ou destruir todas as nossas aeronaves, veículos, armas e qualquer outro equipamento que foi deixado para trás.

Qualquer pessoa utilizando, ou localizada nas proximidades destes armamentos e equipamentos, será morta.

Uma vez que todos os aliados tiverem sido evacuados, e todo armamento ou equipamento que foi deixado para trás for destruído, nós sairemos do Afeganistão.

Mas, continuaremos monitorando tudo o que acontece no Afeganistão, através do nosso equipamento de vigilância, em terra e no ar.

Campo de treinamento, assim como atividades terroristas, serão identificadas e destruídas.

Atentados brutais contra os direitos humanos serão impedidos com força total, e qualquer grupo no Afeganistão lutando por liberdade será apoiado, através de forças de operações especiais e superioridade aérea de precisão.

Iremos continuar o apoio, até que o inimigo não seja mais uma ameaça à comunidade e para as pessoas boas do Afeganistão.

Que Deus abençoes a América, e que Deus tenha piedade das almas dos nossos inimigos, porque nós não teremos.

É isso.

Vale lembrar que o vídeo de Jocko Willink foi divulgado uma semana depois que a capital do Afeganistão, Cabul, caiu nas mãos das forças do Taleban em uma ofensiva relâmpago.

Isso abriu caminho para o grupo militante assumir o controle do país.

Dilacerado pela guerra, milhares de pessoas estão tentando fugir do país desde então.

Como os EUA se aproximam do prazo final de 31 de agosto para a retirada total das tropas do Afeganistão, o governo Biden enfrentou uma reação bipartidária por sua resposta inicial e a falha em fornecer informações sobre os americanos sendo evacuados.

Desde 14 de agosto, mais de 58.700 pessoas deixaram o Afeganistão — de acordo com a Casa Branca.

Infelizmente, não se sabe quantos americanos ainda estão no país.

Quer saber mais sobre accountability e responsabilização?

Escute o episódio do ResumoCast sobre o livro “Responsabilidade Extrema” no player abaixo e tenha bons aprendizados!

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