Somos todos violentos em nossa comunicação e precisamos fazer algumas mudanças para nos relacionarmos de uma maneira realmente saudável com as pessoas que fazem parte da nossa vida.

Conheça os 4 passos da CNV (Comunicação Não-Violenta), proposta pelo psicólogo e autor Marshall B. Rosenberg, e descubra como aplicá-los na prática — tanto no âmbito pessoal como no profissional.

OUÇA o resumo completo do livro 👇

O que você vai aprender nesse episódio

  • O que é Comunicação Não-Violenta (CNV)?
  • Quais são os 4 passos da CNV?
  • A força do julgamento na desconexão
  • Ser vulnerável é bom ou ruim?
  • Diferença entre observação e julgamento
  • Dicas para não ser uma pessoa violenta ao fazer observações negativas
  • Como funciona o vocabulário dos sentimentos?
  • Diferenças entre sentimento, pensamento e achismo
  • Emojis ajudam na comunicação digital?
  • Qual é o preço que se paga quando escondemos nossos sentimentos?
  • As necessidades dos seres humanos de acordo com a pirâmide de Maslow
  • Como usar as técnicas da CNV nas vendas?
  • A importância de saber como fazer pedidos de forma específica
  • Como receber mensagens com empatia usando os 4 passos da CNV?
  • Por que elogios podem se tornar uma forma de manipulação?
  • Diferença entre elogio e apreciação
  • Para quem é esse livro?
  • Frases do livro para colocar no outdoor
  • Desafio para o ouvinte

Depois de escutar o episódio, entre em nosso grupo de debates sobre Comunicação Não Violenta.

O propósito do grupo é compartilhar ideias sobre os conceitos apresentados neste livro com outros ouvintes do ResumoCast.

Tribo de apoiadores do ResumoCast

Para quem é esse livro?

Indicamos esse livro pra pessoas que sofreram muito com conflitos na família, resultantes de comunicação violenta.

Mas, no momento atual do planeta, essa obra cai bem para todos os líderes políticos do mundo.

Afinal, quantas guerras e mortes não poderiam ser evitadas se nossos comandantes dominassem a comunicação não violenta?

5 ESTALOS do livro

Selecionamos 5 ideias do livro Comunicação Não-Violenta que você vai escutar nesse episódio:

#1 ideia central

Somos todos violentos e precisamos fazer algumas mudanças em nossas atitudes.

Com frequência, a gente não reconhece nossa violência porque somos ignorantes a respeito dela.

A única maneira de se comunicar de maneira empática e não violenta é observando seus próprios sentimentos e necessidades, assim como os do seu interlocutor.

Percorrer os 4 pilares da CNV significa permitirmos que venha à tona aquilo que existe de positivo em nós e que sejamos dominados pelo amor, respeito, compreensão, gratidão, compaixão e preocupação com os outros, em vez de sermos dominados pelas atitudes egoístas, gananciosas, preconceituosas e agressivas que costumam dominar nosso pensamento no dia a dia.

#2 Os 4 passos da Comunicação Não-Violenta

Para se comunicar com empatia, primeiro você precisa observar as ações que afetam seu bem estar, depois entender quais são os sentimentos que aquela observação te causou, as necessidades associadas ao sentimento e, por final, fazer um pedido no caminho da evolução.

Então os 4 passos são:

Observação

Sentimento

Necessidade

Pedido

Vamos pensar em um bom exemplo aqui no Resumocast. Vale lembrar que esse exemplo é totalmente fictício.

Imagine que o Gustavo está chateado com as atitudes de um fornecedor nosso, que se chama José das Couves.

Ele poderia muito bem apenas demití-lo, sem grande explicações ou dar aquela bronca.

Mas ele, como bom aluno da CNV, segue os 4 passos já descritos.

1 – Observação: José, tudo bom? Eu preciso conversar com você a respeito de quando você promete prazos e não cumpre.

2 – Sentimento: Quando você faz isso, eu me sinto triste, pois já conversamos a respeito muitas vezes.

3 – Necessidade: Como você sabe, aqui no Resumocast, temos uma necessidade muito grande de comprometimento.

4 – Pedido: Será que você poderia, em uma próxima vez, ou cumprir o prazo ou nos avisar com antecedência em casos de imprevisto? Obrigado!

Olha que aula!

Nesse exemplo o Gustavo se mostrou vulnerável, expôs seus sentimentos, necessidades e com educação fez um pedido.

Como você acha que ele teria mais chances de engajar o fornecedor?

Vociferando ou seguindo os passos da CNV como no exemplo acima?

Obviamente que a segunda opção.

Teste o mesmo nos seus relacionamentos e veja o mundo mudar ao seu redor.

#3 Tipos de “Comunicação Alienante da Vida”

O autor identifica no livro 3 formas específicas de linguagem e comunicação que contribuem para nosso comportamento violento em relação aos outros e a até a nós mesmos.

Ele chama isso de “Comunicação Alienante da Vida”.

São 3 tipos:

1- Julgamentos moralizadores: é quando subentendemos uma natureza errada nas pessoas que não agem de acordo com os nossos valores.

Esses julgamentos são comuns de encontrar em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”.

Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica e diagnósticos. Tudo isso são formas de julgamento.

Exemplo: se minha mulher deseja que eu passe mais tempo com a família, então meu julgamento é que ela é “carente e dependente”. Mas, se sou eu quem quero mais atenção do que ela me dá no momento, então ela é “indiferente e insensível”.

2- Comparações: lá no fundo, comparações não deixam de ser uma forma de julgamento.

Se você, ouvinte do ResumoCast, tem o desejo sincero de tornar sua vida infeliz, então crie o hábito de ficar sempre se comparando a outras pessoas.

Por outro lado, você pode sair desse lado sombrio das comparações com outras e passar para o lado bom da força, que é você se comparar com você mesmo — como você era antes, agora e o que vai ser amanhã.

3- Negação de responsabilidade: é a típica falta de autorresponsabilidade, que é bastante falada em outros livros.

É quando a pessoa diz “Odeio meu trabalho, mas vou porque sou pai de família e tenho casa pra cuidar” ou “Meu negócio faliu porque o governo não ajuda” e por aí vai.

Podemos substituir esse tipo de linguagem que implica falta de escolha por outra que reconheça a possibilidade de escolha.

Exemplo do autor: certeza vez, em uma consultoria dele a uma secretaria municipal de ensino, uma professora disse: “Detesto dar nota. Acho que elas não ajudam e ainda criam uma ansiedade enorme nos alunos. Mas tenho que dar as notas. É a política da secretaria”.

Então, o autor sugeru que a professora substituísse a frase “Tenho que dar nota porque é a política da secretaria” por “Eu escolho por dar nota porque desejo…” e pediu para ela completar a frase.

A professora respondeu na hora: “Eu escolho dar nota porque desejo manter o emprego”.

Percebeu a diferença do impacto dessas duas frases?

A partir de então, essa professora saiu do mundo da terceirização dos problemas (onde tudo é culpa dos outros ou das circunstâncias) e passou a jogar o jogo da autorresponsabilidade.

#4 Qual é a diferença entre elogiar e apreciar?

Quando você elogia uma pessoa, pode parecer que está traçando uma estratégia para conseguir algo em troca.

quando a aprecia, o gesto é generoso e livre de recompensas.

Segundo Marshal, existem 3 passos para entregar e receber apreciação

1 – O que você fez

2 – As necessidades que foram atendidas

3 – Os sentimentos gerados

O autor dá um ótimo exemplo.

Uma vez, após conduzir um workshop, ele recebeu o seguinte elogio:

“Mashal, você é incrível”.

E respondeu:

Obrigado, mas você poderia me explicar pq me acha incrível?

Ah, eu te acho tão inteligente…

Desculpe, mas continuo sem entender…

Ah, Marshal, quando você falou aqueles seus dois últimos discursos, foi demais pra mim

1 – Observação: Então pelo que eu entendi você gostou dos meus dois últimos discursos finais…

Muito, muito mesmo!

2 – Sentimento: o que você sentiu ao escutá-los?

Eu senti esperança e alívio.

3 – Necessidade: E quais necessidades suas foram atendidas para que se sentisse assim?

Eu tenho necessidade de me conectar mais com meus filhos e suas dicas me deram muita esperança para que eu o faça!

Então reparem que esses 3 passos podem ser utilizados para receber apreciação, como foi o caso do autor acima, ou pra entregar apreciação.

Então, da próxima vez que você quiser jogar alguém pra cima, não faça apenas um elogio vazio, mas fale do que a pessoa fez, de como ela te fez sentir e de quais necessidades foram atendidas.

#5 Esfregue a lâmpada do Aladim do jeito certo

Como podemos expressar nossos pedidos de modo que os outros estejam mais dispostos a responder positivamente as nossas necessidades?

Quando nossas necessidades não estão sendo atendidas, mesmo depois de expressarmos o que estamos observando, sentindo e precisando, é porque ainda não fazemos um pedido específico, que são ações que vão satisfazer nossas necessidades, mas estas ações são feitas por outras pessoas.

A dica do autor é: Use uma linguagem positiva ao fazer pedidos. Pedidos feitos de forma negativa provavelmente vão gerar resistência por parte da outra pessoa.

Exemplo: uma mulher, frustrada porque o marido estava passando tempo demais no trabalho, falou como seu pedido tinha se voltado contra ela: “Pedi que ele não passasse tanto tempo no trabalho. Três semanas depois, ele me disse que tinha se inscrito num torneio de golfe!”.

Ou seja, ela tinha comunicado com sucesso o que ela não queria — que o marido passasse tanto tempo no trabalho —, mas tinha deixado de pedir o que ela realmente queria.

Além de usar uma linguagem positiva, é bom evitar frases vagas, abstratas ou ambíguas e formular nossos pedidos na forma de ações concretas que os outros possam realizar.

Exemplo: Uma tira de quadrinhos mostra um homem que havia caído num lago . Enquanto ele luta para nadar, grita para a cachorra na margem: “Lassie, vá procurar ajuda!” No quadrinho seguinte, a Lassie está deitada no divã de um psicanalista.

Traduzindo: uma linguagem vaga favorece a confusão interna.

Por outro lado, pedidos não acompanhados dos sentimentos e necessidades do solicitante podem acabar sendo entendidas como exigências. E isso também não é bom.

Frases do livro para colocar em um outdoor

“Saiba distinguir sentimentos de pensamentos”

“Palavras são janelas ou são paredes. Elas nos condenam ou nos libertam. Quando eu falar e quando eu ouvir, Que a luz do amor brilhe através de mim”

“Somos perigosos quando não temos a consciência da nossa responsabilização da forma como nos comportamos, pensamos e sentimos”

Desafio para o ouvinte

Desafiamos você a implementar os 4 passos da Comunicação Não-Violenta para ter aquela conversa desconfortável que está evitando há anos, seja com alguém em casa ou no trabalho.

Quem é Marshall B. Rosenberg?

Marshall B. Rosenberg é psicólogo americano e phD em psicologia.

Marshall foi uma figura muito importante quando participou ativamente de um dos momentos mais relevantes da história dos Estados Unidos, que foi o movimento pelos direitos civis da população negra, no início dos anos 70.

Esse podcast substitui a leitura do livro Comunicação Não-Violenta?

Não queremos que você deixe a leitura do livro de lado.

Além de escutar este podcast com o resumo, recomendamos que você leia o best-seller Comunicação Não-Violenta na íntegra.

Use o ResumoCast como uma espécie de curadoria do próximo livro que você vai ler! É o que a maioria dos nossos ouvintes fazem.

Capa do livro Comunicação Não-Violenta, de Marshall B. Rosenberg

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