Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

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Desde que atendam aos requisitos de listagem, as empresas chinesas poderão continuar realizando IPOs nos Estados Unidos. De acordo com fonte ouvida pela CNBC, essa foi a afirmação do vice-presidente da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CRVM), Fang Xinghai, na quarta-feira, 28 de julho, em uma teleconferência com os principais bancos de investimentos do país.

Após o comentário de Fang Xinghai, registrado inicialmente pela Bloomberg, as ações chinesas continuaram sob pressão de venda. Contribuem para isso as diversas ações regulatórias ocorridas na última semana. Nesse sentido, investidores aumentaram as preocupações com a tentativa de Pequim de bloquear a entrada de capital estrangeiro no país.

Monopólio e segurança de dados: China aumenta o escrutínio sobre empresas de tecnologia

Nos últimos dias, ações chinesas de tecnologia – entre elas, grandes nomes como Alibaba e Tencent – enfrentaram constantes quedas. Isso porque as autoridades chinesas aumentaram o escrutínio sobre empresas de tecnologia no que diz respeito à segurança de dados e formação de monopólios.

Na sexta-feira, 23 de julho, passou a circular na China um documento político que exigia que empresas de tutoria pós-escolar passassem a não ter fins lucrativos.

Essa política educacional foi emitida pelo principal órgão executivo chinês, o conselho de Estado. Participou também da decisão o comitê central do Partido Comunista Chinês. Na prática, essas empresas estão proibidas de captar recursos no mercado acionário e de ter parceiros estrangeiros no negócio.

A velocidade da nova determinação na China surpreendeu negativamente o mercado. Isso fez com que o Goldman Sachs, por exemplo, rebaixasse as ações de educação do mercado chinês. Segundo o banco, a expectativa é de que o mercado de tutoria pós-escola reduza significativamente. Nesse caso, espere-se que o tamanho chegue a menos de 25% do tamanho atual, que é de US$ 106 bilhões.

Por outro lado, Fang declarou que “a intenção da nova política não foi acabar com o investimento estrangeiro, e sim reduzir a carga sobre o país”. Segundo o vice-presidente da CRVM, haverá tempo suficiente para que as empresas de educação possam se estruturar.



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