O comércio e a publicidade, em plenos anos 2020 tem muitas opções de chegar ao cliente, seja pelas redes sociais, pelo rádio ou pela televisão. As vendas por aplicativos e sites também são realidade para diversas marcas e quase todo tipo de produto, em um momento em que até supermercado se faz de forma remota. Porém a loja física, que recebe o cliente, também não tem previsão de acabar. Segundo a arquiteta e urbanista Rosana Kaus, da Kaus & Copetti – Arquitetura e Engenharia, o cliente quer uma experiência de consumo agradável e isso quer dizer: conhecer a marca, interagir com os produtos e explorar o ambiente.

– Quando o cliente se sente bem ao chegar a um ambiente comercial, as chances de ele fechar negócio aumentam. O objetivo dos projetos arquitetônicos é, muito mais que apenas atrair consumidores. É mantê-los interessados desde o primeiro contato com uma marca e, portanto, fidelizar cada um com essa experiência – explica.

ORÇAMENTO E ECONOMIA

Segundo Bruna Copetti, é provável que o fator mais limitador de um projeto é o orçamento. Ela afirma que um baixo orçamento demanda muito mais da criatividade do arquiteto para garantir a qualidade de sua obra.

– Como a maioria das construções possuem um investimento financeiro menor do que os arquitetos gostariam, achamos fundamental buscar alguns exemplos onde os projetos se destacaram por sua criatividade e conseguiram tirar partido desta limitação para criar soluções de qualidade – comenta.

Bruna comenta que nem sempre a prioridade de muitos empresários é contratar um arquiteto. A profissional destaca que o arquiteto pode ajudar desde a escolha do imóvel, até onde vai ser colocada a última lâmpada.

– O Projeto Arquitetônico é seu planejamento. Sem um planejamento, os erros são maiores. Isso gera despesas maiores que as previstas no início. A partir do projeto, planejamos a compra do material adequado e na quantidade certa, o que evita o desperdício e resulta em economia no custo final da obra. Nas reformas, avaliamos a estrutura que pode ser mantida e a que precisa ser renovada ou removida. Além disso, com um arquiteto envolvido, naturalmente ela é mais valorizada – avalia.

Rosana Kaus explica que os clientes procuram o escritório para ter ideia de custo, sempre com a ideia de saber quanto vai custar a reforma. A profissional explica que a forma de trabalhar é sempre baseada no que o cliente pretende gastar. Porém, nem sempre é possível, mas a empresa tenta respeitar isso, tentando trabalhar com materiais acessíveis, que a gente encontra em Santa Maria, para economizar no transporte.

– Procuramos usar materiais que tenham a ver com o negócio, com a marca. Se é uma empresa mais “jovem”, a gente procura trabalhar com USB, uma estética mais industrial. A Probel, que é uma empresa mais romântica, mais clássica, trouxemos boiserie e pinturas, que não são coisas caras, mas deixaram o ambiente aconchegante. E a sindiágua, e queriam, como sindicato, representar algo mais moderno, a gente trouxe os contêineres – explica.



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