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Com o Centro Clínico Gaúcho, a NotreDame passará a deter uma participação de mercado de aproximadamente 13,6% na região metropolitana de Porto Alegre (Imagem: Divulgação/Grupo NotreDame Intermédica)

A NotreDame Intermédica (GNDI3) anunciou nesta segunda-feira (7) a aquisição do Centro Clínico Gaúcho (CCG), operadora verticalizada que oferece planos e serviços de saúde, além de planos dentais. A notícia foi bem-recebida pelos analistas, uma vez que, com a operação, a companhia faz sua estreia no Rio Grande do Sul – e o melhor: por um preço atrativo.

“Vemos como positivo este movimento, à medida que o Grupo NotreDame Intermédica expande sua presença nacional por um preço atrativo”, disse a XP Investimentos.

Em nota enviada ao mercado, a NotreDame informou que o valor da transação foi fixado em R$ 1 bilhão, que será pago à vista, em dinheiro, descontados o endividamento líquido e uma parcela retida para contingências.

Com o negócio, a NotreDame passará a deter uma participação de mercado de aproximadamente 13,6% na região metropolitana de Porto Alegre.

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Com uma carteira de 175 mil beneficiários de planos de saúde, sendo 80% corporativo, e 4,7 mil beneficiários de planos odontológicos, o Centro Clínico Gaúcho possui uma rede própria com 20 centros clínicos, 13 unidades de coleta de análises clínicas e o Hospital Humaniza.

Em 2020, a empresa registrou faturamento líquido consolidado de R$ 371 milhões com sinistralidade caixa de 70,3%.

Para a Ativa Investimentos, a companhia conseguirá expandir sua atuação regional sem impactar muito a alavancagem, que passará a ser de 0,93 vez Dívida Líquida/Ebitda.

Já na opinião do BTG Pactual (BPAC11), a aquisição é estratégica e representará um passo importante para a expansão da NotreDame fora de São Paulo.

O mais importante, no entanto, é que a transação não deve prejudicar o acordo de fusão com a Hapvida (HAPV3).

“A Hapvida mal colocou os pés no Rio Grande do Sul, então o acordo não deve representar uma ameaça aos olhos do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, destacou o BTG.

O BTG manteve a classificação de compra e o preço-alvo de R$ 99 para a ação da NotreDame, embora a companhia esteja passando por um momentum de ganhos fraco no curto prazo em função da Covid-19. O banco enxerga diversos potenciais de alta relacionados à combinação de negócios Hapvida-NotreDame que ainda não estão precificados.

A XP reiterou sua indicação de compra, com preço-alvo por ação de R$ 117, também por ver como um bom negócio a fusão entre Hapvida e NotreDame.



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