Vivemos com a revolução digital a chegada de um novo canal (mídias digitais) e uma nova linguagem (dos rastros).

É preciso entender que tanto a chegada de novos canais e linguagens abrem espaço para os inovadores passarem a criar novos ambientes educacionais.

O que não era possível antes passa a ser agora.

Detalhei um pouco mais sobre mídias e educação no meu blog.

Os canais são responsáveis por quebrar a barreira de tempo e lugar, além de baratear os custos da transmissão de conhecimento.

Quero falar aqui, entretanto, especificamente das linguagens.

O que são linguagens?

Temos dois tipos:

Linguagens de alta e de baixa complexidade.

As linguagens oral e escrita são de alta complexidade, pois exigem mais do receptor, principalmente a escrita.

As linguagens de sinais (como placas de trânsito, preços, índices da inflação) são de baixa complexidade, pois exigem menos do receptor.

Nas revoluções midiáticas do passado tivemos a chegada de Linguagens de Alta Complexidade, tal como a oralidade e a escrita. Bem como canais, que permitiram que elas se expandissem, como foi o caso da prensa, ou do rádio e da televisão.

A revolução digital traz a expansão das linguagens oral e escrita, sem dúvida, mas traz a massificação de uma Linguagem de Baixa Complexidade, a dos Rastros.

Estrelas, cliques, curtições, compartilhamentos – tudo isso fica armazenado e fica disponível para que as pessoas possam rapidamente tomar decisões, como se fosse uma placa de trânsito, siga ou pare.

É a primeira vez que isso ocorre em uma revolução midiática, permitindo, com isso, o surgimento de ambientes organizacionais mais distribuídos, pois, sem a necessidade de um “interpretador de uma linguagem complexa” qualquer um pode decidir com mais segurança e confiança, baseado em sinais.

A linguagem dos rastros é o DNA organizacional, que está por trás de todas as grandes organizações digitais uberizadas do mercado. Sem ela, estas organizações não seriam possíveis.

Assim, a revolução digital, diferente das do passado, não massifica apenas uma Linguagem de Alta Complexidade, mas de Baixa. Isso permite que se crie modelos organizacionais mais descentralizados e isso terá forte impacto na educação.

Teremos cada vez mais ambientes educacionais digitais a distância com conteúdos não mais regulados por um centro controlador de qualidade. Porém, utilizando-se da linguagem dos rastros, haverá uma independência cada vez maior dos tutores e aprendizes para caminhar pelas próprias pernas.

Essa independência educacional não era possível antes. Havia a necessidade de um “carimbo central” para garantir a qualidade o que pode ser agora praticado com o novo ambiente por rastros.

O grande diferencial para o futuro da educação será a descentralização do aprendizado, que continuará a se utilizar das linguagens de alta complexidade para a transmissão do conhecimento, porém para ambientes muito mais descentralizados.

Portanto, a preparação de crianças, jovens e adultos para viver num mundo mais descentralizado num modelo educacional mais distribuído é o grande desafio dos educadores diante do futuro.

É isso, que dizes?

O tema das mídias e educação faz parte do curso Futuro da Educação, que estou promovendo em parceria com a Agência Azul e o ResumoCast. Clique na imagem abaixo para saber mais.

Novidade: ESCUTE este artigo
Voiced by Amazon Polly
A newsletter do ResumoCast

A newsletter do ResumoCast

Quer receber dicas de livros para empreendedores e ficar por dentro das últimas novidades do ResumoCast?

Obrigado, agora você está cadastrado na nossa newsletter