Covid 19 pandemia mascara

O grande diferencial do empreendedor ou profissional que irá se manter relevante nas próximas décadas, e não será substituído por uma máquina, ou pela concorrência, é a adaptabilidade. 

E a melhor forma de desenvolver essa competência é manter a sua mente aberta para novos conceitos e pontos de vista e melhorar a sua capacidade de aprender e desaprender as coisas.

Então se prepare para aprender sobre os 10 maiores problemas que podem ser vistos como oportunidades disponíveis para startups, empreendedores ou empresas que precisam inovar e deixar o mundo melhor depois dos impactos da pandemia do COVID-19.

Em décimo lugar, Comércio

Depois de diversas disrupções nas cadeias de produções globais, lojas físicas fecharam, incertezas pairam sobre a economia e quem tem um comércio hoje em dia está atravessando um momento de muita tensão em relação à sobrevivência do seu negócio.

Mas algumas pessoas acreditam que a pandemia acelerou as tendências. Como por exemplo as tele entregas dos mais diversos produtos, pois os lockdowns tornaram isso uma questão de sobrevivência.

Antes da pandemia esse serviço era dominado por grandes players, mas quando os lockdowns iniciaram as entregas que antes eram feitas em algumas horas, principalmente de produtos de supermercado, atrasaram semanas por conta da demanda. Aí viu-se que havia uma oportunidade de mais comércios aderirem ao setor de tele entrega.

Por outro lado, as tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual estão ajudando comércios que possuem produtos que precisam ser provados pelos clientes, antes da compra. 

Exemplos são, setor de móveis e decoração, moda e beleza. Existe uma grande oportunidade aí para quem precisa replicar no mundo virtual, uma experiência importante para o comprador.

Para aquelas lojas físicas que ainda permanecem como uma opção, a oportunidade existe em diversos problemas como pagamentos sem contato, higienização dos espaços e produtos, isolamento dos clientes no interior das lojas e ao mesmo tempo sem perder a entrega de uma experiência prazerosa de compras.

Em nono lugar a Educação

Por causa das incertezas sobre a duração da instabilidade econômica, mais e mais pessoas decidiram buscar cursos online, workshops, programas de treinamento e mentorias.

A maior plataforma de cursos online do mundo, a udemy, teve um aumento de 425% no número de alunos em março de 2020.

Os tópicos mais buscados foram, habilidades profissionais como Adobe Illustrator a desenho técnico, e conteúdos para desenvolvimentos de crianças como artes e programação.

Também estão sendo muito buscados tópicos como aulas de violão e pilates.

Diversas empresas já estão fazendo parcerias com escolas e universidades para disponibilizar os seus conteúdos para os alunos.

Para as crianças mais jovens que não conseguem focar a atenção por muito tempo em aulas online, a oportunidade de achar uma solução para esse problema é imensa. Os pais precisam das horas do seus dias para trabalharem, muitos em home office, mas ao mesmo tempo precisam permanecer juntamente com os filhos, na aula online, por várias horas diárias.

Apesar de ser quase certo que as aulas em ambientes físicos irão normalizar algum dia, as parcerias fechadas, mudanças de hábitos e desenvolvimentos de novas tecnologias de ensino, irão transformar drasticamente o futuro da educação.

Em oitavo lugar Atendimento ao Consumidor

O fechamento de comércios e medidas de isolamento provocaram um disparo no número de ligações para call centers. 

São dúvidas sobre compras online, entregas, política de devoluções, suporte técnico e muitas outras.

Segundo estimativas pré-covid, os atendimentos por chatbot já estavam previstos de serem os responsáveis por cortar mais de U$11 Bilhões em todo o planeta, até 2023.

E o grande desafio para ser solucionado é entregar um serviço eficaz de chatbots pois as soluções genéricas do mercado são capazes de reduzir a quantidade de atendentes em um call center sim, mas acabam tornando a vida do cliente um verdadeiro inferno! Com horas perdidas e frustrações por não conseguirem resolver os problemas que precisam. 

Outra oportunidade de redução de custos para empresas é a migração dos call centers físicos para a nuvem. Com a necessidade do distanciamento, certamente não é uma boa ideia manter centenas e às vezes milhares de trabalhadores em um mesmo prédio.

Várias empresas já estão oferecendo serviço de call centers virtuais onde os atendentes trabalham em home office.

Em sétimo lugar Manufatura

A pandemia acabou expondo a vulnerabilidade dos setores de logística e manufatura, quando ocorre uma disrupção na força de trabalho. 

A previsão é que as empresas invistam em soluções para diminuir a sua exposição futura a eventos como o COVID19.

Em 2012, havia previsões de que a impressão 3D seria largamente adotada por volta de 2019. Mas essa previsão falhou e a impressão 3D até então ficou limitada a hobistas e algumas indústrias muito nichadas.

A pandemia abriu uma nova janela de oportunidades para impressão 3D.

O setor que mais se beneficiou foi Healthtech, com a manufatura de respiradores, máscaras faciais e kits de testes de COVID para suprir a demanda que inicialmente foi muito maior do que a capacidade de produção das indústrias.

Você enxerga alguma oportunidade de imprimir em 3D e levar produtos para as pessoas sem a necessidade de deslocamento físico? 

Já pensou quantos problemas isso pode evitar de uma só vez?

A automação de fábricas com robôs também viu o seu ritmo acelerado em tempos de isolamento O CEO da Fetch Robotics, uma empresa especializada em fabricar robôs e automatizar processo, declarou; 

“os nossos clientes dizem que todos os orçamentos estão congelados, exceto os investimentos em automação”

Em sexto lugar Entretenimento

O mundo real está indo para o online. O lockdown, a quarentena e o home office trouxeram milhões de novos clientes para o entretenimento online.

O streaming de e-sports sempre foi gigantesco. A Twitch é uma empresa que pertence à Amazon e líder desse mercado. O engajamento é de mais de 1,1 Milhões de gamers ativos por cada trimestre.

Com os lockdowns, os games passaram a ganhar mais consumidores por ser uma alternativa fácil de entretenimento e conexão social.

Os eventos virtuais entraram também em cena, pois diversos artistas, por não terem a possibilidade de se apresentar, passaram a oferecer experiências online de suas performances. Tanto pagas quanto gratuitas. A tendência foi acompanhada de feiras, congressos, convenções e torneios de e-sports. Até mesmo governos de diversos países conduzem suas sessões e reuniões online agora.

Por isso existe a oportunidade de inovar e resolver problemas relacionados à organização de eventos, marketing, gestão de crises, contratos e streaming.

Em quinto lugar Trabalho

O pico de adoção do trabalho remoto acelerou a infra estrutura e ferramentas disponíveis.

Apesar de estarem já em crescimento, tecnologias como Skype e Zoom eram consideradas meros acessórios pelas empresas. Depois da pandemia, as ações da empresa Zoom subiram 400% em 2020.

Empresas de diferentes setores tiveram que se adaptar repentinamente à distribuição da sua força de trabalho com políticas e tecnologias novas. 

Em março de 2020 o Microsoft Teams aumentou sua base de usuários em 12 Milhões e outras ferramentas de conexão removeram limitações e disponibilizaram serviços free para conquistar as massas de novos usuários entrando no mundo do trabalho remoto. 

Mesmo antes da pandemia, o mercado de hardware de realidade virtual para empresas já estava sendo estimado em U$12,6 Bilhões até 2025.

Depois do COVID esse ritmo acelerou.

Desde treinamentos de equipes médicas, funcionários do comércio, agentes imobiliários até fábricas de automóveis, a simulação virtual tem ajudado as empresas a escalarem, aumentar a segurança e eficiência de treinamentos e processos que antes eram apenas presenciais.

Em quarto lugar Finanças

Já faz algum tempo que as fintechs estão inovando em pagamentos sem contato, serviços financeiros em aplicativos, crédito, seguros e muitos outros. 

Mas agora pode-se esperar uma facilitação das leis e regulamentações por parte dos governos, como é o caso das diversas fases de implementação do open banking no Brasil.

O que deve gerar oportunidades para quem ficar atento…

Para o caso das agências físicas, o estimado é que bancos tradicionais percam 40% de participação no mercado para os novos e mais modernos bancos digitais.

Em terceiro lugar Alimentação

Aplicativos de entrega de comida observaram um grande aumento de restaurantes oferecendo seus produtos. Isso significa mais variedade e preço baixo para o consumidor, mas também redução da margem para os restaurantes.

E aí, você tem alguma solução para esse problema?

Mas não é só isso, alimentação por ser uma atividade essencial do ser humano, sempre terá um mercado imenso.

Então mesmo quem prepara a sua própria comida passa por dificuldades na hora de escolher os itens perecíveis no site e também precisa confiar no processo de higienização até que a entrega chegue a sua residência. 

Para os restaurantes passarem a oferecer experiências presenciais, é preciso solucionar diversos desafios, desde higienização, isolamento e até mesmo perda de receita nos horários de pico, uma vez que o número de clientes limitados no estabelecimento é limitado.

Nesse contexto as dark kitchens, ou cloud kitchens são restaurantes com apenas a opção de tele-entrega. 

Enquanto restaurantes tradicionais demitiram funcionários, as dark kitchens contrataram.

A startup Cloud Kitchen,de Travis Kalanick, o fundador do Uber, já recebeu U$ 400 Milhões em financiamentos.

Em segundo lugar Segurança

Agora mais pessoas trabalham e passam seus tempos online, algumas falhas e brechas de privacidade e na segurança de dados já foram expostas. 

Em 2020 os ataques por hackers aumentaram 3 vezes em todo o mundo.

Os golpistas também tiveram a oportunidade de enganar pessoas se passando por agentes de saúde e alguns até vendendo curas milagrosas para o coronavírus.

Mesmo com leis de privacidade como a LGPD no Brasil, a necessidade de monitorar possíveis ameaças e transmissões do vírus, estão abrindo mercado para tecnologias de vigilância invasiva, como câmeras e sensores. 

O mercado global é estimado em U$ 75 Bilhões até 2025.

Governos utilizam dados de telefonia móvel e até de transações em cartões de crédito para rastrear possíveis infectados.

Empresas como Google e Apple se uniram para criar aplicativos de rastreamento nos smartphones. 

Alguns experts apontam que mesmo depois da pandemia, câmeras infra vermelho ainda serão amplamente utilizadas para monitorar a temperatura das pessoas em locais públicos.

Movimento para subtrair os efeitos do “19”

E agora antes de anunciar o primeiro lugar, um recado. você sabia que o ResumoCast tem programas de aceleração de startups? E em 2021 iniciou o MOV(-)19, que é um movimento para arrecadar 1 milhão de reais e acelerar 10 startups que estão inovando para encontrar soluções para esses problemas que apresentamos aqui?

Quer saber mais? visite resumocast.com.br/mov-19

E em primeiro lugar, a Saúde

Com as capacidades dos hospitais no limite e riscos de infecção em alta, mais e mais serviços de saúde estão indo para o online. 

Consultas e coletas de exames são apenas alguns exemplos.

Tudo contribui para aumentar a aceitação do online por parte dos pacientes, médicos e profissionais da saúde.

De acordo com o relatório da CB Insights, no qual se baseou esse conteúdo, serviços de tele medicina são um mercado de U$ 57 Bilhões.

Test, track and trace, tornou- se um slogan entre as políticas dos países para combater o vírus. 

Quer dizer testar, monitorar e rastrear. E isso abre uma imensa gama de oportunidades para o mercado de sensores e internet das coisas. Desde geolocalização de infectados, passando por IA que detectam padrões de COVID em exames de sangue, até relógios inteligentes que monitoram saturação de oxigênio e sinais vitais.

Mas o isolamento infelizmente acabou impactando no estado emocional das pessoas e principalmente dos idosos. Eles precisam se isolar ainda mais pois são do grupo de risco. 

E com um agravante, os idosos não têm muita intimidade com a tecnologia, apesar de depender dela para receberem suas comprar ou conectarem-se emocionalmente com seus entes queridos.

A terceira idade é um mercado massivo que demanda soluções para seus problemas.

E finalmente, precisamos manter a boa saúde, com a prática de exercícios físicos. Só nos EUA mais de 350 mil personal trainers migraram para video aulas.

A vida após o COVID19

Possivelmente as economias possam estabilizar depois de uma vacina eficaz já ter se consolidada. Nesse caso alguns problemas podem desaparecer, como medidas de isolamento severas e uso de máscaras.

Mas provavelmente as mudanças comportamentais provocadas farão as pessoas se questionarem sobre certas experiências.

Algumas delas são:

Concertos, conferências e palestras, restaurantes e comércio.

Esse texto foi escrito por Gustavo Carriconde baseado em um relatório da CB Insights.

E você, concorda com o que está aqui, deixe um comentário.

E se quiser entrar para um movimento inovador de startups que se propõem a resolver alguns desses problemas, visite resumocast.com.br/mov-19

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